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  • Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para 2026–2028

    Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para 2026–2028

    O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta nos próximos dois anos. O plano prevê a disponibilização de 109 bases até agosto de 2028 e estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde.

    Do total previsto no cronograma, 46 bases (42%) têm abertura programada para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.

    O PDA busca promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência. Também pretende melhorar a qualidade das informações disponibilizadas, apoiar a tomada de decisão e fortalecer o controle social.

    Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir de dados públicos.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis.

    O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade.

    Participação social

    A elaboração do novo PDA incluiu uma consulta pública, realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 126 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse quais considerava prioritárias para abertura.

    A consulta recebeu 974 votos. Como algumas bases foram disponibilizadas antes da publicação do PDA, 109 delas, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a ordem de prioridade, juntamente com outros critérios técnicos.

    Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente ao período 2024–2026, eram 229 — um acréscimo de 131 bases catalogadas.

    Nova plataforma

    Uma das mudanças deste ciclo foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma.

    Antes, essas atividades eram realizadas por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual das informações.

    A nova ferramenta permite registrar alterações com identificação do autor, data e justificativa, acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases de acordo com os critérios estabelecidos. Com isso, amplia-se a rastreabilidade das etapas de elaboração do plano.

    Dados Abertos do SUS

    A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).

    Até agosto de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 139 conjuntos de dados e 2.845 arquivos estruturados, com registro de 126.185 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.

    Com a publicação do novo PDA, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações para qualificar e divulgar as bases publicadas, incentivar o uso e o reuso das informações e publicar um relatório de monitoramento após um ano de execução.

    Foto: divulgação MS

  • Carreta amplia atendimento especializado em saúde da mulher em Bauru (SP)

    Carreta amplia atendimento especializado em saúde da mulher em Bauru (SP)

    Mulheres de Bauru (SP) e de municípios da região que aguardam atendimento especializado pelo SUS passam a contar com os serviços de uma unidade móvel do Ministério da Saúde. A carreta é equipada para a realização de consultas, exames e procedimentos voltados, entre outras ações, ao diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero.

    A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025 para ampliar o acesso da população à atenção especializada no Sistema Único de Saúde.

    Na unidade móvel são oferecidas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. A equipe também realiza a avaliação dos exames e orienta o encaminhamento das pacientes para as etapas seguintes do cuidado, quando necessário.

    A carreta funciona de segunda-feira a sábado e tem capacidade para realizar até 50 atendimentos por dia. Além de Bauru, podem ser encaminhadas pacientes de Arealva, Avaí, Balbinos, Iacanga, Piratininga e Reginópolis.

    As unidades móveis têm sido muito importantes para descentralizar o cuidado, ampliar o acesso da população e ajudar a reduzir as filas de espera no SUS. Ao levar atendimento especializado para mais perto de quem precisa, conseguimos dar mais agilidade, favorecer o diagnóstico precoce e garantir a continuidade do cuidado no SUS, especialmente na saúde da mulher.

    (Maria Aparecida Cina da Silva, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde)

    Atendimento em São Paulo

    No estado de São Paulo, 35 municípios já receberam as carretas do Ministério da Saúde, com oferta de serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Até o momento, 22,2 mil pessoas foram atendidas e 47,6 mil procedimentos realizados.

    Como ter acesso

    O atendimento nas unidades móveis não é por demanda espontânea. Os pacientes são previamente agendados e encaminhados pelas secretarias municipais de Saúde.

    Quem já aguarda a realização de exames ou procedimentos pelo SUS pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município para obter informações sobre o encaminhamento.

    Foto: Renato Maretti/MS

  • Encontro debate Teleodontologia e Saúde Digital no Brasil

    Encontro debate Teleodontologia e Saúde Digital no Brasil

    O II Encontro da Rede Brasileira de Teleodontologia e Saúde Digital será realizado no dia 9 de setembro, das 8h30 às 12h30, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), em São Paulo. O evento terá participação presencial e remota e é gratuito.

    O encontro é realizado pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), NUTES DigiLab (FOUSP) e INCT Odonto e reunirá representantes de instituições de ensino, pesquisa e serviços de saúde, além de professores, pesquisadores, gestores, profissionais e estudantes.

    A programação vai abordar a Teleodontologia no SUS Digital, a criação dos Núcleos de Teleodontologia e sua articulação com a Rede Brasileira de Telessaúde, além da inserção da área na Política Nacional de Saúde Bucal.

    A proposta é promover a troca de experiências, discutir desafios e ampliar a articulação entre os diferentes atores que integram a Rede Brasileira de Teleodontologia e Saúde Digital.

    Entre os participantes da programação estão a professora Ana Estela Haddad, a professora Tatiana Toporcov e o professor Manoel Damião de Sousa Neto. Ana Estela também conduzirá a apresentação sobre o papel da Telessaúde e dos Núcleos no SUS Digital.

    Programação

    8h30 – 9h
    Credenciamento

    9h – 9h30
    Abertura oficial, com Ana Estela Haddad, Tatiana Toporcov e Manoel Damião de Sousa Neto

    9h30 – 10h30
    O papel da Telessaúde e dos Núcleos no SUS Digital
    Ana Estela Haddad

    10h30 – 11h
    Intervalo

    11h – 11h30
    A inserção da Teleodontologia na Política Nacional de Saúde Bucal

    11h30 – 12h
    Perguntas e discussão

    Como participar

    A participação presencial será realizada no Auditório João Yunes, da Faculdade de Saúde Pública da USP, na avenida Dr. Arnaldo, 715, Cerqueira César, em São Paulo. O espaço tem capacidade para até 150 participantes.

    Também será possível acompanhar o encontro remotamente. As orientações para acesso on-line serão divulgadas aos participantes.

    As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por formulário eletrônico.

    Inscreva-se no II Encontro da Rede Brasileira de Teleodontologia e Saúde Digital

  • Plataformas do SUS Digital incorporam novos serviços para cidadãos, profissionais e gestores

    Plataformas do SUS Digital incorporam novos serviços para cidadãos, profissionais e gestores

    As plataformas do SUS Digital passaram a contar com novos serviços para cidadãos, profissionais de saúde e gestores. No Meu SUS Digital, as novidades incluem teleatendimento em saúde mental para mulheres e conteúdos sobre saúde do trabalhador, estresse, jogos e apostas e consumo de bebidas alcoólicas.

    Desenvolvidas e mantidas pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS/SEIDIGI), as soluções atendem diferentes públicos: cidadãos acessam o Meu SUS Digital; profissionais de saúde, o SUS Digital Profissional; e gestores, o SUS Digital Gestor.

    As ferramentas utilizam a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), infraestrutura que permite a troca padronizada e segura de dados entre sistemas e serviços. A rede reúne mais de 5,1 bilhões de registros, utilizados no cuidado, na gestão e no acesso dos cidadãos aos próprios dados de saúde.

    Novos serviços no Meu SUS Digital

    O Meu SUS Digital registra 70 milhões de downloads e reúne mais de 40 funcionalidades. Entre os novos miniaplicativos estão o Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, com teleatendimento; conteúdos relacionados a jogos e apostas; o Pode Falar, direcionado a adolescentes e jovens; e o Modera Brasil, com orientações sobre o consumo de bebidas alcoólicas.

    Também passaram a integrar a plataforma a Lista de Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador e o Guia para Lidar com o Estresse.

    Acesso para profissionais e gestores

    O SUS Digital Profissional permite consultar o histórico de saúde do cidadão durante o atendimento. A ferramenta está disponível em cerca de 4,7 mil municípios e 69 mil estabelecimentos, com mais de 1,8 milhão de profissionais aptos a utilizá-la.

    Já o SUS Digital Gestor está em fase piloto e reunirá informações para apoiar o planejamento, o monitoramento e a tomada de decisões no SUS.

  • Naomar de Almeida Filho debate Saúde Pública Digital em encontro no Chile

    Naomar de Almeida Filho debate Saúde Pública Digital em encontro no Chile

    O epidemiologista Naomar de Almeida Filho, consultor da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), participa, no próximo dia 7, de encontro na Escola de Saúde Pública da Universidade do Chile, em Santiago, sobre os desafios da epidemiologia e as transformações digitais na saúde pública.

    Naomar atua na SEIDIGI desde maio de 2023 e participa da elaboração do programa de formação para o SUS Digital.

    No Chile, o pesquisador fará a conferência central do evento que marca o lançamento de uma edição especial da Revista Chilena de Salud Pública. A publicação tem como tema “Desafios epistemológicos, conceituais e políticos da epidemiologia no pós-pandemia”.

    Naomar é autor da conferência publicada na edição e participa também dos diálogos, comentários e reflexões de encerramento.

    Saúde pública digital em debate

    A programação inclui o colóquio “Saúde Pública Digital: reflexões e tensões sobre transformações em curso”. O encontro dará continuidade a discussões iniciadas em uma visita anterior de Naomar ao Chile e incorporará pesquisas e reflexões desenvolvidas no país.

    Participam do painel Yuri Carvajal, do Hospital Van Buren e do Colégio Médico do Chile; Andrea Alvarez, do Programa de Saúde Coletiva e Medicina Social; René Lagos, do Grupo Ciência de Dados em Saúde Pública; e Naomar, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    Os pesquisadores chilenos apresentarão trabalhos relacionados à saúde pública digital. Naomar fará comentários e perguntas a partir das exposições, seguidos de uma nova rodada de discussão.

    O encontro terá ainda uma sessão aberta a perguntas e comentários do público.

    Formação para o SUS Digital

    A atuação de Naomar na SEIDIGI inclui discussões sobre a formação de profissionais para o SUS Digital. Em 2025, ele participou, como consultor da Secretaria, de reuniões com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre possibilidades de formação voltadas à transformação digital do SUS.

    O pesquisador também esteve envolvido na concepção e organização do Simpósio Teoria Crítica da Saúde Digital, realizado em novembro de 2024, em Itaparica, na Bahia.

    As discussões fizeram parte de um trabalho desenvolvido pela SEIDIGI em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) para a construção de uma teoria crítica da saúde digital.

    O tema teve continuidade em outros espaços acadêmicos. Em julho deste ano, Naomar apresentou aspectos desse trabalho durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

    No encontro da Universidade do Chile, a discussão sobre saúde digital se soma às reflexões sobre as mudanças na epidemiologia após a pandemia.

    A edição especial da Revista Chilena de Salud Pública, publicada em 2026, reúne conferência, diálogos, comentários e reflexões sobre os desafios contemporâneos da epidemiologia.

    Acesse aqui conteúdo da revista

    Assista a conferência ao vivo, dia 07/09, das 15h às 18h no canal do YouTube.

  • Oficina avança na integração da formação em saúde digital no SUS

    Oficina avança na integração da formação em saúde digital no SUS

    Representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz e de instituições de ensino superior se reuniram nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, para avançar na articulação da formação em saúde digital no SUS. A Oficina de Trabalho Educa-SUS Digital foi realizada na Fiocruz Brasília.

    O encontro integra a Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital, do Programa SUS Digital. Durante os dois dias, os participantes compartilharam experiências e avaliaram caminhos para aproximar as iniciativas de qualificação oferecidas por diferentes instituições.

    Um dos principais encaminhamentos foi a realização de um mapeamento das formações em saúde digital já disponíveis. O levantamento deverá reunir informações sobre conteúdos, objetivos e recursos utilizados.

    A proposta é identificar as ofertas existentes e os temas que ainda precisam ser contemplados, além de avaliar a possibilidade de aproveitamento de conteúdos produzidos por diferentes instituições.

    Integração dos cursos

    A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi apontada como uma possibilidade para reunir e facilitar o acesso às formações em saúde digital. A proposta prevê avaliar quais cursos podem ser integrados ou adaptados para esse ambiente.

    Nesse processo, deverão ser preservados os direitos autorais e a identificação das instituições responsáveis pela produção dos conteúdos.

    Também foi abordado o uso da Plataforma Arouca como ferramenta de apoio ao acompanhamento dos alunos e aos processos de certificação.

    Formação para diferentes áreas

    O debate incluiu, ainda, a qualificação de profissionais de Computação e Tecnologia da Informação.

    A atuação em saúde digital exige conhecimentos específicos sobre as tecnologias, os sistemas e as características do setor. Por isso, as futuras formações poderão contemplar, além de trabalhadores da saúde e da gestão, profissionais da área de tecnologia.

    Entre os próximos passos estão o mapeamento das ofertas existentes, a definição de referências para a participação das instituições de ensino e a identificação dos temas considerados essenciais para a formação em saúde digital.

    Participaram da oficina representantes da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), da Fiocruz Brasília, do Campus Virtual Fiocruz/RJ, da UNA-SUS/UFMA, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), além de integrantes da Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital e do Projeto Colaborativo para a Formação em Saúde Digital.

  • Política Nacional de Informação e Saúde Digital é pactuada na Comissão Intergestores Tripartite

    Política Nacional de Informação e Saúde Digital é pactuada na Comissão Intergestores Tripartite

    O Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) pactuaram, nesta quinta-feira (27), a Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD). A decisão ocorreu durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A PNISD define princípios, diretrizes e objetivos para orientar a transformação digital da saúde no país. Entre os principais pontos estão a integração do histórico clínico dos pacientes, a ampliação da telessaúde, a proteção de dados pessoais e o uso responsável de novas tecnologias.

    O documento também contempla o fortalecimento das redes de atenção e da vigilância em saúde, o aprimoramento da gestão e a formação e educação permanente de profissionais, trabalhadores e conselheiros de saúde. Inclui ainda pesquisa, inovação e ações de letramento digital da população, com o cidadão no centro do cuidado.

    Segundo a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina, a PNISD foi estruturada para definir as bases que deverão orientar esse processo nos próximos anos. Os aspectos específicos da execução serão detalhados posteriormente nos instrumentos operacionais.

    Esse documento teve a intenção de ser principiológico. Os detalhes mais específicos e operacionais serão desenvolvidos e construídos no plano operativo.

    Integração das informações de saúde

    Um dos eixos da PNISD é a consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como plataforma de interoperabilidade do ecossistema de dados do SUS. Na prática, a rede permite a troca de informações entre diferentes sistemas de saúde.

    A proposta é ampliar essa integração e estimular a captura única e o reuso das informações, evitando coletas repetidas. O compartilhamento deverá observar a legislação e as competências de cada instituição, com o objetivo de qualificar a gestão, a prestação dos serviços e a coordenação do cuidado.

    A federalização da RNDS também está prevista, com ampliação do acesso direto, contínuo e estruturado de estados, Distrito Federal e municípios às informações de seus territórios. Elas poderão ser utilizadas no planejamento, monitoramento, avaliação e tomada de decisão.

    Caberá ao Ministério da Saúde garantir acesso estruturado, tempestivo e rastreável às bases nacionais e às informações disponibilizadas pela rede, respeitando a legislação, a proteção de dados pessoais, o sigilo legal e as regras de segurança da informação.

    Soberania digital e inteligência artificial

    A soberania digital integra os princípios da PNISD e é definida como a capacidade do Estado de manter sob sua governança e controle dados, sistemas, infraestruturas e serviços digitais estratégicos para a saúde.

    O texto também traz diretrizes para o uso seguro e responsável de tecnologias emergentes. Entre elas está a inteligência artificial aplicada à saúde, que deverá contar com mecanismos de governança, supervisão humana e gestão dos riscos associados à sua utilização.

    Governança compartilhada

    A coordenação nacional ficará a cargo do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). Os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada serão pactuados na CIT.

    Nos territórios, a adaptação das diretrizes deverá passar pelas Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e, quando couber, pelas Comissões Intergestores Regionais (CIR). Os Conselhos de Saúde participarão do acompanhamento e do controle social.

    A execução será apoiada pelos Planos de Ação de Transformação para a Saúde Digital (PA Saúde Digital). O documento distribui responsabilidades entre Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, Conselhos de Saúde, estabelecimentos, profissionais e usuários.

    Também estão previstos recursos financeiros, conforme disponibilidade orçamentária e financeira. A distribuição deverá considerar as desigualdades regionais no acesso às tecnologias, o nível de maturidade digital dos entes federativos, as necessidades de conectividade e infraestrutura e a evolução dos indicadores de monitoramento e avaliação.

    Construção participativa

    A pactuação na CIT ocorre após a aprovação por unanimidade da PNISD pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 12 de agosto.

    Durante a análise pelo controle social, foram discutidos temas como integração de dados, telessaúde, proteção de informações pessoais, participação social e redução das desigualdades no acesso às tecnologias digitais.

    Na ocasião, a professora Ana Estela Haddad, que conduziu a Secretaria de Informação e Saúde Digital durante o processo de construção da PNISD, destacou algumas das ações consideradas na elaboração da proposta.

    Com a consolidação de um abrangente conjunto de ações que incluem os 100% de adesão ao Programa SUS Digital, avanços na implementação de conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o início da jornada da nuvem soberana, entre outras, submetemos ao CNS uma proposta de política que atualiza princípios e diretrizes para dar continuidade à transformação digital do SUS.

    Monitoramento e próximos passos

    A PNISD prevê acompanhamento e avaliação contínuos, de forma sistemática, transparente e articulada entre as três esferas de gestão.

    Entre os aspectos que deverão ser observados estão a evolução da maturidade digital dos entes federativos, a utilização da RNDS, a qualidade dos serviços de saúde digital e telessaúde, a integração de sistemas e prontuários eletrônicos e as ações de formação e letramento digital.

    Após a publicação da Portaria que institui a PNISD, o próximo passo será a pactuação, em até 180 dias, do Plano de Ação de Transformação para a Saúde Digital do SUS na Comissão Intergestores Tripartite.

    O Plano terá referência bianual e reunirá as iniciativas consideradas prioritárias pelas três esferas de gestão. Também deverá definir cronograma de execução, responsabilidades, metas e indicadores, além de ações de monitoramento e avaliação para acompanhar os resultados e orientar eventuais ajustes.

    Foto: Gustavo glória/MS

  • Núcleo de Telessaúde da UFC inicia projeto-piloto com primeiras teleconsultas

    Núcleo de Telessaúde da UFC inicia projeto-piloto com primeiras teleconsultas

    O Núcleo de Telessaúde do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (NTS/HUWC/UFC) iniciou um projeto-piloto de teleatendimento com a realização das primeiras teleconsultas na instituição. Três pacientes da linha de Cuidados Paliativos em Odontologia foram atendidos remotamente na quarta-feira (26), entre eles uma mulher de 94 anos, que recebeu acompanhamento sem precisar se deslocar até o hospital.

    As consultas foram conduzidas pela professora Andréa Aguiar, docente do curso de Odontologia da UFC, com apoio de profissionais do PET-Saúde Informação e Saúde Digital (PET-Saúde I&SD).

    A iniciativa integra o processo de implantação da telessaúde no hospital. A previsão é que outras áreas também passem a oferecer a modalidade nas instalações do Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Faculdade de Medicina da UFC (Nuteds/Famed/UFC), parceiro do NTS/HUWC/UFC.

    Preparação para as teleconsultas

    A implantação do projeto-piloto envolveu a preparação de pacientes, familiares, cuidadores e equipes. Para viabilizar as consultas a distância, foram oferecidas orientações de letramento digital para acesso ao Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) e ao Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT).

    Profissionais do HUWC e tutores, preceptores e monitores do Grupo de Aprendizagem Tutorial 5 (GAT 5) do PET-Saúde I&SD também participaram de capacitações para o uso dos sistemas.

    O trabalho incluiu ainda a organização dos espaços e equipamentos, a definição dos fluxos necessários à realização das consultas e o planejamento do faturamento dos serviços.

    Assistência e formação

    O projeto-piloto articula o uso de tecnologias digitais à assistência e à formação acadêmica. A experiência inicial também permite avaliar os processos necessários para ampliar a modalidade a outras áreas.

    No caso da paciente de 94 anos, a consulta remota possibilitou a continuidade do acompanhamento odontológico sem a necessidade de deslocamento até o hospital, uma das possibilidades de uso da telessaúde para facilitar o acesso ao cuidado.

    O Núcleo de Telessaúde do HUWC/UFC é coordenado pela professora e médica Magda de Almeida. Já o Nuteds/Famed/UFC, parceiro da iniciativa, é coordenado pelo professor e médico Marco Túlio.

  • Oficina reúne instituições para discutir formação em saúde digital no SUS

    Oficina reúne instituições para discutir formação em saúde digital no SUS

    Representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz e de instituições de ensino superior se reúnem nos dias 25 e 26 de agosto, em Brasília, para discutir a formação de profissionais em saúde digital. A Oficina de Trabalho Educa-SUS Digital será realizada na Fiocruz Brasília.

    Durante os dois dias, os participantes vão apresentar cursos já disponíveis e em desenvolvimento, identificar novas necessidades de formação e discutir formas de aproximar as iniciativas oferecidas pelas diferentes instituições.

    A oficina faz parte da Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital, do Programa SUS Digital, que reúne iniciativas de formação e educação permanente relacionadas ao uso de tecnologias digitais na saúde.

    A proposta abrange profissionais de diferentes áreas e níveis de formação. Entre os temas estão o uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação em Saúde (TDICS) e a integração de conhecimentos das áreas de saúde, tecnologia, ciência de dados, educação e ciências humanas e sociais.

    Cursos do nível básico à pós-graduação

    As iniciativas de formação em saúde digital incluem diferentes modalidades, como cursos livres, extensão, qualificação, aperfeiçoamento, formação técnica, graduação, especialização, mestrado e doutorado.

    Um dos temas que serão discutidos na oficina é a possibilidade de aproveitar estudos realizados em diferentes cursos e instituições. Na prática, a proposta é avaliar de que forma conteúdos ou créditos já cursados por um estudante ou profissional podem ser reconhecidos em outras formações.

    Esse processo, chamado de intercredencialidade, será analisado a partir dos cursos existentes e das novas formações previstas. As instituições também vão comparar conteúdos e ementas para identificar o que pode ser compartilhado ou aproveitado entre diferentes cursos.

    A programação inclui ainda a discussão do Projeto Colaborativo para a Formação em Saúde Digital e a apresentação da Plataforma SUS Digital.

    Instituições participantes

    Participam das atividades representantes da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS), da Fiocruz Brasília, da Fiocruz/RJ, da Universidade Aberta do SUS da Universidade Federal do Maranhão (UNA-SUS/UFMA), do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

    Também estarão presentes integrantes do grupo de trabalho da Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital e da equipe do Projeto Colaborativo para a Formação em Saúde Digital.

    A abertura será realizada pela secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Silva, e pela diretora da Fiocruz Brasília e secretária-executiva da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), Fabiana Damásio.

    Confira a programação

    25 de agosto

    14h – Abertura
    Maria Aparecida Silva, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, e Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília e secretária-executiva da UNA-SUS.

    14h30 – Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital
    Apresentação do cenário atual da iniciativa, com Naomar Almeida Filho.

    15h – Projeto Colaborativo para a Formação em Saúde Digital
    Apresentação e discussão com Débora Dupas, da UNA-SUS/UFMA, e Francisco Campos, da UNA-SUS/Fiocruz Brasília.

    16h – Aproveitamento de conteúdos entre cursos e instituições
    Discussão sobre o processo de reconhecimento de componentes curriculares entre as instituições de ensino superior participantes da Ação Estratégica Trans-Forma SUS Digital.
    Coordenação: Francisco Campos e Naomar Almeida.

    17h – Plataforma SUS Digital
    Apresentação de Verônica Abdala, da Bireme/OPAS.

    26 de agosto

    9h às 10h – Apresentação das instituições formadoras
    As instituições vão apresentar os cursos já realizados, os que estão em andamento e as próximas formações previstas. A atividade também vai abordar modalidades de ensino, conteúdos oferecidos e possibilidades de integração entre os cursos.

    10h às 12h30 – Análise dos cursos
    Os participantes vão comparar cursos, conteúdos e ementas para identificar possibilidades de integração com as novas formações previstas e de aproveitamento de estudos entre as instituições.

    12h30 às 14h – Intervalo para almoço

    14h às 17h – Integração entre cursos
    Discussão sobre as possibilidades de reconhecimento e aproveitamento de conteúdos e créditos entre cursos e instituições e definição dos próximos encaminhamentos.

    17h30 – Encerramento

    Serviço

    Oficina de Trabalho Educa-SUS Digital
    Data: 25 e 26 de agosto de 2026
    Local: Fiocruz Brasília – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, L3 Norte, sala do CD, 3º andar, Brasília (DF).

  • Ministérios da Saúde e da Educação abrem seleção do PET Saúde Digital para Institutos Federais

    Ministérios da Saúde e da Educação abrem seleção do PET Saúde Digital para Institutos Federais

    O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), abriu uma nova seleção do PET Saúde Informação e Saúde Digital, programa voltado à formação, pesquisa e inovação em saúde digital no SUS. O edital é destinado a Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que deverão apresentar projetos em parceria com secretarias estaduais, distrital e/ou municipais de Saúde.

    As inscrições vão de 20 de agosto a 8 de setembro de 2026. Os projetos selecionados terão duração de 24 meses, com início previsto para fevereiro de 2027.

    A seleção faz parte do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde). A iniciativa envolve, pelo Ministério da Saúde, a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e, pelo Ministério da Educação, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC).

    Segundo o edital, as propostas devem reunir atividades de educação pelo trabalho, pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicadas à informação e à saúde digital.

    Entre os temas previstos estão o uso de tecnologias digitais nos serviços de saúde, a formação de profissionais, a interoperabilidade e análise de dados, a proteção de dados pessoais e o desenvolvimento de soluções para o SUS.

    Três áreas de atuação

    Os projetos poderão contemplar um ou mais dos três eixos do Programa SUS Digital.

    O primeiro reúne ações de cultura de saúde digital, formação e educação permanente em informação e saúde digital.

    O segundo abrange o desenvolvimento e o uso de soluções tecnológicas e serviços de saúde digital no SUS.

    O terceiro é voltado à interoperabilidade, análise e disseminação de dados e informações de saúde.

    As propostas também poderão incluir pesquisas e soluções relacionadas ao intercâmbio de informações entre serviços, à comunicação entre profissionais e ao uso de tecnologias nos processos de cuidado e gestão.

    Cada projeto poderá ter de três a dez grupos de aprendizagem tutorial, compostos por professores dos Institutos Federais, estudantes e profissionais que trabalham nos serviços ou na gestão do SUS.

    A proposta é que as atividades de ensino, pesquisa e inovação sejam desenvolvidas a partir de questões identificadas nos próprios serviços de saúde.

    Os projetos deverão ainda criar núcleos de pesquisa e inovação ou integrar estruturas já existentes nos Institutos Federais. Esses espaços serão destinados ao desenvolvimento de estudos e soluções no campo da informação e da saúde digital.

    O edital também prevê ações de formação interdisciplinar e trabalho interprofissional, uso responsável e proteção de dados pessoais e desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades dos serviços de saúde e da população.

    Quem pode participar

    Podem apresentar propostas os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, desde que atuem em parceria com secretarias estaduais, distrital e/ou municipais de Saúde.

    O edital prevê ainda, quando possível, a articulação dos novos projetos com iniciativas selecionadas na edição de 2025 do PET Saúde Informação e Saúde Digital.

    O documento também inclui temas como soberania digital, desigualdades regionais no acesso às tecnologias e desenvolvimento de soluções de acordo com as necessidades dos serviços de saúde e da população.

    Inscrições

    As propostas deverão ser cadastradas em formulário eletrônico disponibilizado na página do PET Saúde Informação e Saúde Digital, no portal do Ministério da Saúde.

    O cadastro deverá ser feito pelo coordenador do projeto, que deve ser docente do Instituto Federal responsável pela proposta. Também será necessário enviar um Termo de Compromisso assinado pelos representantes legais das instituições participantes.

    As inscrições terminam em 8 de setembro.

    O resultado preliminar está previsto para 7 de outubro, e o resultado final, para 21 de outubro. As atividades dos projetos selecionados devem começar em 1º de fevereiro de 2027.

    Serviço

    Edital: Edital Conjunto SEIDIGI/SGTES-MS nº 1/2026
    Programa: PET Saúde Informação e Saúde Digital
    Inscrições: 20 de agosto a 8 de setembro de 2026
    Resultado preliminar: 7 de outubro de 2026
    Resultado final: 21 de outubro de 2026
    Início das atividades: 1º de fevereiro de 2027
    E-mail: petinfosaudedigital2@saude.gov.br
    Página do chamamento: link a ser disponibilizado