O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta nos próximos dois anos. O plano prevê a disponibilização de 109 bases até agosto de 2028 e estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde.
Do total previsto no cronograma, 46 bases (42%) têm abertura programada para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.
O PDA busca promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência. Também pretende melhorar a qualidade das informações disponibilizadas, apoiar a tomada de decisão e fortalecer o controle social.
Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir de dados públicos.
Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis.
O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade.
Participação social
A elaboração do novo PDA incluiu uma consulta pública, realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 126 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse quais considerava prioritárias para abertura.
A consulta recebeu 974 votos. Como algumas bases foram disponibilizadas antes da publicação do PDA, 109 delas, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a ordem de prioridade, juntamente com outros critérios técnicos.
Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente ao período 2024–2026, eram 229 — um acréscimo de 131 bases catalogadas.
Nova plataforma
Uma das mudanças deste ciclo foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma.
Antes, essas atividades eram realizadas por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual das informações.
A nova ferramenta permite registrar alterações com identificação do autor, data e justificativa, acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases de acordo com os critérios estabelecidos. Com isso, amplia-se a rastreabilidade das etapas de elaboração do plano.
Dados Abertos do SUS
A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).
Até agosto de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 139 conjuntos de dados e 2.845 arquivos estruturados, com registro de 126.185 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.
Com a publicação do novo PDA, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações para qualificar e divulgar as bases publicadas, incentivar o uso e o reuso das informações e publicar um relatório de monitoramento após um ano de execução.
Foto: divulgação MS










