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  • Representantes do Ministério da Saúde visitam carretas de saúde da mulher e oftalmologia em Osasco

    Representantes do Ministério da Saúde visitam carretas de saúde da mulher e oftalmologia em Osasco

    Representantes do Ministério da Saúde visitam, nesta sexta-feira (9), as carretas de saúde da mulher e de oftalmologia em funcionamento em Osasco (SP). A agenda contará com a participação da secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Silva, e do assessor especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, Rodrigo Portella.

    A visita está prevista para as 10h e permitirá acompanhar a estrutura e os serviços disponibilizados nas duas unidades móveis, que realizam atendimentos especializados a pacientes previamente agendados e encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde.

    Na carreta de saúde da mulher são ofertadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. A partir da avaliação dos exames, as pacientes recebem orientação e, quando necessário, são direcionadas para as próximas etapas do cuidado.

    Já a unidade móvel de oftalmologia oferece consultas e avaliações oftalmológicas, ultrassonografias oculares e cirurgias de catarata, ampliando o acesso dos pacientes encaminhados pela rede local aos procedimentos especializados.

    Os atendimentos nas duas carretas são destinados exclusivamente a pacientes previamente agendados e encaminhados para as unidades pela Secretaria Municipal de Saúde de Osasco.

    Serviço

    Visita às carretas de saúde da mulher e oftalmologia em Osasco (SP)
    Data: 9 de outubro de 2026 (sexta-feira)
    Horário: 10h
    Local: Rua Dimitri Sensaud de Lavoud com Rua Narciso Sturlini – estacionamento da Prefeitura de Osasco – Osasco (SP)

  • Quer consultar suas vacinas? Saiba como acessar o histórico pelo Meu SUS Digital

    Quer consultar suas vacinas? Saiba como acessar o histórico pelo Meu SUS Digital

    Quem precisa consultar o histórico de vacinação pode acessar as informações disponíveis pelo Meu SUS Digital. A plataforma permite verificar registros de vacinas recebidas, consultar a Carteira de Vacinação Digital e acessar documentos disponíveis, utilizando uma conta Gov.br.

    Na área de vacinação, o cidadão pode consultar os imunizantes registrados em seu nome nos sistemas de saúde integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Conforme as informações disponíveis, é possível verificar as vacinas recebidas, as doses aplicadas e os respectivos registros de vacinação.

    Para que o registro seja associado corretamente ao cidadão, é importante que, no momento da vacinação, a identificação seja realizada com CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS) válidos.

    A plataforma também disponibiliza documentos relacionados à vacinação, quando houver emissão prevista e o documento estiver disponível para aquele registro.

    Como consultar suas vacinas?

    Para acessar os registros disponíveis, o cidadão deve:

    1. abrir o aplicativo Meu SUS Digital ou acessar a versão web;
    2. entrar com a conta Gov.br, utilizando CPF e senha;
    3. na tela inicial, localizar a área “Minha Saúde”;
    4. selecionar “Vacinas”;
    5. consultar as informações e o histórico das doses registradas.

    Para verificar os documentos disponíveis relacionados à vacinação, o usuário deve acessar a área “Vacinas” e procurar a aba “Documentos”.

    De onde vêm as informações?

    Os registros de vacinação são realizados pelos estabelecimentos de saúde responsáveis pela aplicação das doses e enviados aos sistemas de informação integrados ao SUS.

    Essas informações podem ser registradas por meio de sistemas como o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), o e-SUS Atenção Primária à Saúde (e-SUS APS) e sistemas próprios utilizados por estados e municípios.

    Os dados enviados pelos serviços de saúde são integrados à RNDS e, conforme sua disponibilidade, podem ser consultados pelo cidadão no Meu SUS Digital.

    Tomei a vacina, mas ela não aparece. O que fazer?

    Uma vacina recebida pode não aparecer no Meu SUS Digital. Isso pode ocorrer porque as informações exibidas na plataforma dependem do registro realizado pelo estabelecimento de saúde e do envio desses dados aos sistemas integrados ao SUS.

    Caso alguma dose não apareça ou apresente informações incorretas, a orientação é procurar o estabelecimento onde a vacina foi aplicada e solicitar a verificação do registro. O cidadão também pode buscar orientação junto à Secretaria Municipal de Saúde.

    As informações de vacinação não podem ser incluídas ou corrigidas diretamente pelo usuário no Meu SUS Digital. Quando necessário, a atualização deve ser realizada pelo serviço responsável pelo registro da vacinação.

    Acesso pelo celular ou computador

    O Meu SUS Digital está disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS e também pode ser acessado pela internet. Nas diferentes versões, o acesso às informações pessoais de saúde é realizado por meio da conta Gov.br.

    Para mais informações sobre a plataforma, orientações de acesso e funcionalidades disponíveis, o cidadão pode consultar a página oficial do Meu SUS Digital no portal do Ministério da Saúde.

    Foto: divulgação MS

  • Soberania digital amplia debate sobre proteção de dados e infraestrutura do SUS

    Soberania digital amplia debate sobre proteção de dados e infraestrutura do SUS

    O avanço da digitalização dos serviços públicos tem colocado uma questão no centro das discussões sobre tecnologia no país: onde ficam armazenados os dados dos brasileiros, quem controla a infraestrutura usada para processá-los e a quais leis essas informações estão submetidas.

    Na saúde, o tema ganha dimensão particular. Informações sobre diagnóstico, exames, medicamentos e atendimentos são classificadas como dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e circulam, cada vez mais, por sistemas que precisam conversar entre si para permitir a continuidade do cuidado.

    A discussão sobre soberania digital voltou ao debate público após a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, abordar a estratégia brasileira para ampliar o controle sobre dados e infraestruturas considerados estratégicos.

    A proposta parte do princípio de que soberania digital não significa isolamento tecnológico ou abandono de tecnologias desenvolvidas no exterior. O conceito envolve a capacidade de definir onde informações estratégicas são armazenadas e processadas, quem administra os ambientes tecnológicos e sob qual jurisdição eles funcionam.

    Essa discussão já tem aplicação direta no Sistema Único de Saúde.

    Em agosto, o Ministério da Saúde e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) iniciaram a jornada para a Nuvem Soberana do SUS. A estratégia prevê a migração progressiva de sistemas e dados estratégicos da saúde para uma infraestrutura instalada em território nacional e submetida à legislação brasileira.

    A primeira frente envolve dois componentes centrais da infraestrutura digital do SUS: a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS).

    A RNDS é a plataforma de interoperabilidade do Ministério da Saúde e permite que diferentes sistemas compartilhem informações de forma padronizada. A rede reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde e sustenta a troca de informações necessária para que dados produzidos em diferentes pontos da rede possam acompanhar o cidadão durante o cuidado.

    A migração não ocorrerá de uma só vez. O processo prevê análise dos ambientes, revisão das arquiteturas existentes e definição dos requisitos técnicos antes da transferência de cada sistema. Continuidade dos serviços, segurança da informação, integridade dos dados e capacidade de recuperação estão entre os critérios considerados.

    Dados sob jurisdição brasileira

    A localização física dos dados é apenas uma parte do conceito de soberania digital.

    Também entram nessa equação o controle de acesso às informações, a possibilidade de auditoria, a jurisdição aplicável, a gestão da infraestrutura e a capacidade de manter os serviços em funcionamento diante de eventuais restrições externas.

    Na estratégia adotada para a administração pública federal, empresas públicas de tecnologia, como Serpro e Dataprev, participam da oferta e da operação de ambientes destinados a dados e sistemas considerados estratégicos.

    Em entrevista à TV 247, Dweck afirmou que as duas empresas investiram mais de R$ 1,8 bilhão em equipamentos e contratações relacionados à infraestrutura de nuvem. Segundo a ministra, o modelo permite utilizar tecnologias de diferentes fornecedores mantendo equipamentos e dados estratégicos em ambientes controlados pelas empresas públicas.

    Para o SUS, esse debate está diretamente relacionado à natureza das informações armazenadas.

    Dados de saúde estão entre as categorias que recebem proteção específica da LGPD. A arquitetura prevista para a Nuvem Soberana do SUS inclui mecanismos de criptografia, autenticação multifator, gestão de identidades, controle de acessos, monitoramento, auditoria, backup e recuperação de dados.

    A mudança de infraestrutura não modifica as regras para acesso às informações dos cidadãos. Finalidade, segurança, sigilo e proteção dos dados continuam sujeitos à legislação vigente.

    Inteligência artificial entra na discussão

    A soberania digital também passou a fazer parte do debate sobre inteligência artificial.

    O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê o desenvolvimento de capacidades nacionais e aponta saúde, educação, meio ambiente, indústria e gestão pública entre as áreas estratégicas de aplicação da tecnologia.

    O plano também estabelece princípios relacionados à transparência, rastreabilidade, privacidade, segurança cibernética e soberania dos dados. Na saúde, esses requisitos ganham relevância adicional diante do uso potencial de sistemas de IA em atividades como apoio ao diagnóstico, análise de informações e organização dos serviços.

    Dweck defendeu que o país desenvolva modelos especializados e utilize tecnologias de código aberto como parte da estratégia para ampliar a autonomia tecnológica. A ideia é combinar desenvolvimento nacional e cooperação internacional, sem que a adoção de soluções externas implique perda de controle sobre dados considerados estratégicos.

    No SUS, a incorporação de novas tecnologias ocorre paralelamente à construção de regras para o uso e a circulação das informações de saúde.

    A Política Nacional de Informação e Saúde Digital estabelece diretrizes para integração de dados, interoperabilidade, segurança da informação, proteção de dados pessoais e ampliação do acesso às informações necessárias ao cuidado e à gestão.

    Nesse cenário, soberania digital deixa de ser apenas uma discussão sobre onde estão instalados servidores. Passa a envolver a capacidade de o SUS manter controle sobre sua infraestrutura, proteger informações sensíveis e estabelecer as condições para o uso de tecnologias como computação em nuvem e inteligência artificial.

    À medida que mais serviços de saúde passam a depender de sistemas digitais e do compartilhamento de informações, essas escolhas de infraestrutura tornam-se parte do próprio funcionamento do sistema público de saúde.

    Fontes: Ministério da Saúde; Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); Serpro; Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA); entrevista da ministra Esther Dweck à TV 247.

  • UNA-SUS/UFMA disponibiliza mais 4 cursos para entender a transformação digital no SUS!

    UNA-SUS/UFMA disponibiliza mais 4 cursos para entender a transformação digital no SUS!

    A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), disponibilizou quatro novos cursos gratuitos do Programa de Aperfeiçoamento em Saúde Digital II, iniciativa voltada à qualificação de profissionais para a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Com o lançamento, o programa passa a oferecer oito dos 12 cursos previstos. Cada formação possui carga horária de 15 horas e pode ser realizada de forma independente, permitindo que os participantes escolham os conteúdos de acordo com seus interesses e necessidades de aprendizagem.

    Conheça os quatro novos cursos disponíveis:

    • Informação em Saúde: 15 horas.
    • Informatização do SUS: 15 horas.
    • Cultura de Saúde Digital: competências para a transformação digital na saúde: 15 horas.
    • Ética em Saúde Digital: 15 horas.

    As formações abordam diferentes dimensões da saúde digital, explorando a relação entre informação, tecnologia, cultura e ética, além de sua aplicação na organização dos serviços e nas práticas de saúde do SUS.

    Os cursos são realizados integralmente pela internet, com matrículas gratuitas e certificação, ampliando as oportunidades de qualificação e desenvolvimento de competências para a transformação digital na saúde pública.

    Como participar

    Os interessados podem conhecer os cursos disponíveis e realizar a matrícula pelo endereço:
    https://seidigi.ufma.br/pre-enrollment-improvement/10

    Fonte: UNA-SUS/UFMA.

  • Fiocruz e Ministério da Saúde oferecem curso gratuito sobre vigilância em saúde na era da transformação digital

    Fiocruz e Ministério da Saúde oferecem curso gratuito sobre vigilância em saúde na era da transformação digital

    Estão abertas as inscrições para o curso Vigilância em Saúde em Tempos de Transformação Digital, uma formação gratuita, online e autoinstrucional, oferecida pelo Campus Virtual Fiocruz, pela Fiocruz Brasília e pelo Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), vinculado à Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi).

    Com carga horária de 45 horas, a formação integra o Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS e tem como objetivo apresentar os fundamentos da vigilância em saúde no contexto das transformações tecnológicas.

    O curso aborda como as novas tecnologias, os sistemas de informação e a integração de diferentes fontes de dados podem contribuir para aprimorar o monitoramento, a análise e a tomada de decisões em saúde pública. A proposta também é estimular a reflexão sobre o desenvolvimento e o uso de soluções digitais que fortaleçam as ações de vigilância em saúde.

    Por ser autoinstrucional, a formação permite que os participantes organizem seus estudos de acordo com a própria disponibilidade, ampliando as oportunidades de qualificação profissional e de desenvolvimento de competências digitais no SUS.

    Como participar

    O curso é gratuito, realizado integralmente pela internet e possui carga horária de 45 horas.

    Fonte: Campus Virtual Fiocruz.

  • Inovação e cocriação aproximam saúde digital das demandas reais do SUS

    Inovação e cocriação aproximam saúde digital das demandas reais do SUS

    Participação da Seidigi/MS na Health Meeting Brasil 2026 destaca a cocriação como estratégia para desenvolver soluções digitais mais aderentes às necessidades de usuários, profissionais e gestores do SUS

    A transformação digital na saúde pública passa por uma mudança de perspectiva: além de desenvolver novas tecnologias, é preciso compreender as pessoas que estarão do outro lado da tela. É nesse ponto de encontro entre inovação, cocriação e experiência do usuário que a Secretaria de Informação e Saúde Digital, do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), participou da Health Meeting Brasil 2026, em Porto Alegre.

    No estande do Ministério da Saúde, a programação contou com a apresentação “Cocriação de produtos digitais no SUS”, conduzida por João Testi, designer de experiência do usuário e consultor em Informação e Inovação no Núcleo de Informação e Inovação do DataSUS/Seidigi/MS. A atividade colocou em evidência uma abordagem que vem ganhando espaço na construção de serviços públicos digitais: desenvolver soluções a partir da escuta, da experimentação e da participação de quem efetivamente utiliza os serviços.

    Oficina “Cocriação de produtos digitais no SUS” – João Testi (NIC/DataSUS)

    Inovar começa por entender o problema

    No desenvolvimento de produtos digitais, a tecnologia costuma ser associada à solução. A experiência apresentada pelo Núcleo de Informação e Inovação propõe inverter a lógica: antes de construir, é necessário entender.

    O trabalho envolve pesquisa com usuários, arquitetura da informação, prototipação, testes de usabilidade e acessibilidade. O objetivo é criar produtos digitais públicos que sejam acessíveis e estejam alinhados ao contexto de utilização do SUS.

    A abordagem parte de uma constatação simples, mas estratégica: a inovação não é linear. Problemas complexos exigem ciclos de compreensão, criação, experimentação e aprendizagem. O Design Thinking aparece, nesse contexto, como uma referência para estruturar o processo, sem transformar a inovação em um roteiro rígido. “Utilizamos uma metodologia pública, fazemos então todo um trabalho de setor público e reajustamos para o contexto do SUS” afirmou João.

    Na prática, isso significa começar pelas pessoas. Entrevistas, observação, escuta ativa e oficinas ajudam a compreender as necessidades e barreiras de quem vivencia determinado problema. Depois, diferentes perspectivas são reunidas para gerar possibilidades, selecionar caminhos e construir protótipos. A solução é então colocada à prova com seus potenciais usuários, permitindo identificar ajustes e produzir novos aprendizados. É um processo que coloca as necessidades dos usuários no centro, utilizando a tecnologia como meio para alcançar soluções úteis e relevantes.

    Cocriação como componente da inovação

    A cocriação, nesse modelo, não aparece apenas como etapa consultiva. Ela integra o próprio processo de desenvolvimento. Para o Núcleo de Informação e Inovação, a diversidade de experiências é um insumo para a criação. Usuários, profissionais de saúde, gestores, especialistas e equipes de tecnologia podem contribuir com diferentes perspectivas sobre o mesmo desafio. A cocriação permite transformar essas perspectivas em hipóteses, protótipos e decisões de projeto.

    A etapa de prototipação acrescenta outra camada ao processo. Em vez de esperar que uma solução esteja completamente desenvolvida para então ser avaliada, a construção de protótipos navegáveis permite experimentar antecipadamente, identificar problemas e refinar a proposta.

    Depois, vêm os testes. A interação com as pessoas que utilizarão o produto permite verificar, na prática, o que funciona, o que precisa ser modificado e quais aspectos ainda não foram suficientemente compreendidos. A lógica é iterativa: testar, aprender, ajustar e testar novamente. Para serviços digitais do SUS, essa dinâmica ganha importância adicional diante da diversidade de públicos, territórios e contextos de acesso às tecnologias do país

    Da experiência à aplicação no SUS

    Um dos exemplos apresentados pelo Núcleo de Informação e Inovação é a Caderneta Digital da Pessoa Idosa. A iniciativa buscou mapear hábitos, necessidades e temas de interesse das pessoas idosas para cocriar um miniaplicativo integrado ao Meu SUS Digital, ampliando a jornada de cuidado dentro do aplicativo oficial do Ministério da Saúde.

    O processo reuniu diferentes áreas e públicos. Entre as etapas que ocorreram estão reuniões internas, oficinas virtuais com pessoas idosas de diferentes regiões do país, grupos focais e atividades de cocriação envolvendo pessoas idosas, profissionais de saúde e especialistas de instituições parceiras.

    A proposta avançou para a definição das funcionalidades, tarefas e fluxos da ferramenta e para a construção de um protótipo navegável. Em seguida, entrevistas presenciais com pessoas idosas foram utilizadas para testar o protótipo, coletar impressões e identificar ajustes necessários para aproximar a solução das necessidades reais desse público.

    Vale ressaltar que foi a primeira vez a acessibilidade esteve presente desde o início do projeto. O designer João declarou: “a gente implementou desde o início a acessibilidade para testarmos com mais proximidade a realidade dos usuários. Então utilizamos o design system no gov.br, a tecnologia assistiva com pessoas surdas, pessoas idosas e tudo isso com uso de linguagem simples”.

    O caso ajuda a visualizar como a inovação pode ser incorporada ao ciclo de desenvolvimento de produtos digitais públicos: a participação não ocorre apenas depois que a tecnologia está pronta; ela começa antes mesmo de a solução existir.

    A experiência apresentada pela Seidigi/MS mostra que a inovação no SUS já começa a incorporar uma etapa anterior à própria tecnologia: ouvir quem vai utilizá-la. Ao levar usuários e diferentes atores do sistema para o processo de criação, prototipação e teste, a estratégia busca reduzir distâncias entre a solução desenvolvida e a realidade dos serviços de saúde. É uma abordagem que coloca a experiência das pessoas no centro do desenvolvimento digital e aponta para um caminho em que inovar, no SUS, significa também testar, ajustar e construir soluções a partir de problemas reais.

    Por: Fabiana Costa (DATASUS/SEIDIGI/MS)

  • Portal de Serviços do DataSUS passa a organizar serviços por áreas do Ministério da Saúde

    Portal de Serviços do DataSUS passa a organizar serviços por áreas do Ministério da Saúde

    Nova categorização dos banners facilita a identificação dos serviços disponíveis na plataforma 

    O Portal de Serviços do DataSUS está com uma nova organização dos serviços disponíveis na plataforma. Desde 22 de setembro, os banners estão agrupados de acordo com as secretarias do Ministério da Saúde responsáveis por cada serviço. A mudança busca facilitar a localização de informações e funcionalidades por integradores, gestores e demais usuários. 

    A reorganização considera o aumento do número de serviços disponíveis no Portal e necessidades identificadas durante a utilização da plataforma. A demanda também foi apresentada em reunião do Grupo de Trabalho de Informação e Saúde Digital (GT&ISD), com participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

    Organização por áreas 

    Com a mudança, o usuário pode identificar a área do Ministério da Saúde relacionada ao serviço que procura. Os banners estão distribuídos em cinco categorias: 

    • Secretaria de Informação e Saúde Digital – SEIDIGI : gestão da informação e transformação digital em saúde;  
    • Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente – SVSA : vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental;  
    • Secretaria de Atenção Especializada à Saúde – SAES : atenção hospitalar, urgência e especialidades;  
    • Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde – SCTIE : ciência, tecnologia, inovação e assistência farmacêutica;  
    • Secretaria de Atenção Primária à Saúde – SAPS : atenção primária e saúde da família. 

    Antes da disponibilização, a organização passou por testes internos para verificar a associação dos serviços às categorias e o funcionamento da navegação. 

    Funcionalidades do Portal 

    O Portal de Serviços reúne APIs e serviços utilizados na integração de sistemas de saúde, inclusive com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). 

    A versão 2.6 trouxe alterações nos processos de autenticação, credenciamento, acompanhamento de solicitações e organização dos serviços. 

    Entre as funcionalidades disponíveis está a integração da autenticação ao GOV.BR, com tecnologia Keycloak e exigência de conta nível Ouro para identificação do solicitante. O fluxo de análise e aprovação de credenciais ocorre dentro do Portal, permitindo o acompanhamento das solicitações e o recebimento de notificações por e-mail durante as etapas do processo. 

    A plataforma também mantém navegação integrada entre os ambientes durante a migração dos serviços. A versão 2.6 disponibilizou inicialmente 20 serviços no catálogo, entre conteúdos informativos, serviços integrados à arquitetura de autenticação e APIs em processo de migração. 

    Localização dos serviços 

    A categorização dos banners permite ao usuário localizar os serviços a partir da área responsável e possibilita a inclusão de novos serviços no catálogo seguindo a mesma estrutura. 

    Para consultar os serviços disponíveis, acesse o Portal de Serviços do DataSUS.

    Por: Gabriela Cunha (DataSUS/SEIDIGI/MS)

  • Populações de Batatais e Andradina (SP) são atendidas por carretas de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

    Populações de Batatais e Andradina (SP) são atendidas por carretas de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

    Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Batatais (SP) e Andradina (SP) estão sendo atendidas por carretas do Ministério da Saúde. As unidades ofertam serviços de mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado.

    A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025 para ampliar consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde.

    A unidade móvel de Batatais também oferta os serviços especializados para pacientes de outros seis municípios: Altinópolis, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Santa Cruz da Esperança e Santo Antônio da Alegria. A carreta funciona de segunda a sábado e pode realizar até 60 atendimentos por dia.

    Nesta sexta-feira (18), a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, visitou a carreta em Batatais e destacou a importância da ação.

    O Ministério da Saúde está em Batatais para inaugurar a carreta da saúde da mulher, que vai ofertar serviços para sete municípios. Ao todo, 1.600 mulheres serão atendidas para realizar exames de mamografia, colposcopia, ultrassonografia e biópsia, todos exames fundamentais para a detecção do câncer de mama e de colo do útero.

    Já a unidade de Andradina também atende pessoas encaminhadas de Pereira Barreto, Lavínia, Guaraçaí, Sud Mennucci, Itapura, Castilho, Nova Independência, Mirandópolis, Ilha Solteira, Murutinga do Sul e Suzanápolis. De segunda a sábado, a carreta pode realizar 60 atendimentos por dia.

    A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, acompanhou os atendimentos em Andradina. 

    É animador ver de perto o trabalho realizado no município. A unidade móvel foi pensada para tornar o atendimento mais ágil e resolutivo, especialmente em regiões onde o acesso a especialistas ainda é um desafio. A mulher faz a mamografia, o exame é enviado pela internet para o laudo e, no próprio local, recebe o resultado por teleconsulta. Quando há necessidade de acompanhamento, ela já sai com o encaminhamento para dar continuidade ao cuidado. Isso não apenas reduz filas e o tempo de espera, mas também aproxima o diagnóstico e o tratamento de quem precisa.

    (diretora Agnes Soares)

    Mais acesso à saúde 

    Trinta e oito municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 32,5 mil pessoas foram atendidas e 71,8 mil procedimentos foram realizados.     

    Para ser atendido

    As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

    Foto: Larissa Mangabeira/MS
    Texto: Ministério da Saúde

  • Primeira teleinterconsulta conecta zona rural de Iranduba (AM) a especialistas

    Primeira teleinterconsulta conecta zona rural de Iranduba (AM) a especialistas

    A zona rural de Iranduba, no Amazonas, recebeu, em 16 de setembro passado, o primeiro atendimento por teleinterconsulta do município. A consulta foi realizada pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e conectou uma médica pneumologista a pacientes da Unidade Básica de Saúde Maria Venuzária, localizada na comunidade do Lago do Limão.

    A teleinterconsulta é uma modalidade de telessaúde em que profissionais de saúde de diferentes locais se conectam para discutir casos e definir condutas. No caso de Iranduba, a tecnologia permitiu que uma especialista em pneumologia —área da medicina que trata de doenças do sistema respiratório— atendesse pacientes sem necessidade de deslocamento físico até o local em que se encontrava a pneumologista.

    “Eu me sinto muito feliz, porque muitas pessoas não acreditam”, comentou o primeiro paciente atendido na UBS do Lago do Limão, Francisco das Chagas, em relação à desconfiança de quem ainda não teve contato com os recursos da telessaúde. “Eu gostei! Vi hoje que a realidade é muito boa”, disse. “Podem vir fazer: é emocionante e gratificante. É dez!“

    O atendimento é resultado de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Iranduba, a UFAM e o HUGV. A iniciativa integra ações de ampliação do acesso à saúde por meio da telessaúde, programa que utiliza tecnologias de informação e comunicação para levar serviços de saúde a regiões distantes.

    Ampliação do acesso

    A telessaúde é uma das estratégias do Programa SUS Digital para reduzir barreiras no acesso a serviços especializados, especialmente em áreas rurais e de difícil locomoção.

    A expectativa é de que novos atendimentos por teleinterconsulta sejam realizados no município, ampliando o atendimento da população em diferentes especialidades médicas.

    Imagem: Reprodução de vídeo/UBS Maria Venuzária

  • Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para 2026–2028

    Ministério da Saúde publica Plano de Dados Abertos para 2026–2028

    O Ministério da Saúde publicou o novo Plano de Dados Abertos (PDA-MS) 2026–2028, documento que orienta a abertura, a sustentação, o monitoramento, o uso e o reuso das bases de dados da pasta nos próximos dois anos. O plano prevê a disponibilização de 109 bases até agosto de 2028 e estabelece medidas para ampliar o acesso da sociedade a informações públicas em saúde.

    Do total previsto no cronograma, 46 bases (42%) têm abertura programada para o segundo semestre de 2026. Outras 19 estão previstas para o primeiro semestre de 2027; 26, para o segundo semestre do mesmo ano; uma, para o primeiro semestre de 2028; e 17, para o segundo semestre de 2028.

    O PDA busca promover a abertura de dados com base nos princípios da publicidade, transparência e eficiência. Também pretende melhorar a qualidade das informações disponibilizadas, apoiar a tomada de decisão e fortalecer o controle social.

    Entre os objetivos específicos estão o fortalecimento da transparência ativa, a melhoria da gestão da informação e o estímulo ao desenvolvimento de aplicações pela sociedade a partir de dados públicos.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva, o plano também contribui para tornar as informações produzidas pelo Ministério mais acessíveis e úteis.

    O Plano de Dados Abertos organiza, de forma transparente, quais bases serão disponibilizadas ao longo dos próximos dois anos e como esse processo será acompanhado. A proposta é ampliar o acesso a informações públicas em saúde, qualificar os dados disponibilizados e facilitar seu uso por gestores, pesquisadores e pela sociedade.

    Participação social

    A elaboração do novo PDA incluiu uma consulta pública, realizada entre 17 e 31 de julho de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo. Ao todo, 126 bases de dados, distribuídas em sete temas e 13 blocos de votação, foram apresentadas para que a população indicasse quais considerava prioritárias para abertura.

    A consulta recebeu 974 votos. Como algumas bases foram disponibilizadas antes da publicação do PDA, 109 delas, que somaram 792 votos, foram incorporadas à matriz utilizada para definir a ordem de prioridade, juntamente com outros critérios técnicos.

    Outra etapa foi a atualização do inventário de dados do Ministério da Saúde. O levantamento contou com a participação de 89 profissionais e identificou 360 bases de dados no ciclo 2026–2028. No plano anterior, referente ao período 2024–2026, eram 229 — um acréscimo de 131 bases catalogadas.

    Nova plataforma

    Uma das mudanças deste ciclo foi a adoção, pela primeira vez, de uma plataforma própria para a elaboração do PDA. A ferramenta reúne, em um único ambiente, as etapas de inventário, priorização e definição do cronograma.

    Antes, essas atividades eram realizadas por meio de planilhas, documentos e correio eletrônico, com consolidação manual das informações.

    A nova ferramenta permite registrar alterações com identificação do autor, data e justificativa, acompanhar o preenchimento pelas áreas e calcular a priorização das bases de acordo com os critérios estabelecidos. Com isso, amplia-se a rastreabilidade das etapas de elaboração do plano.

    Dados Abertos do SUS

    A execução e o monitoramento do PDA são coordenados pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI).

    Até agosto de 2026, o Portal de Dados Abertos do SUS disponibilizava 139 conjuntos de dados e 2.845 arquivos estruturados, com registro de 126.185 downloads no Portal Brasileiro de Dados Abertos.

    Com a publicação do novo PDA, o Ministério da Saúde fará o acompanhamento contínuo do cronograma. Também estão previstas ações para qualificar e divulgar as bases publicadas, incentivar o uso e o reuso das informações e publicar um relatório de monitoramento após um ano de execução.

    Foto: Divulgação/MS